Considerada uma substância com efeito ergogênico, isto é, capaz de melhorar o desempenho físico durante os treinos, a cafeína encontra maciça aplicação na indústria de bebidas (chás, refrigerantes, bebidas energéticas, etc.). Essa utilização mais comum visa, quase sempre, ao seu efeito estimulante sobre o organismo.

No entanto, a cafeína conduz a outras alterações no corpo, muito além do reforço do estado de alerta produzido pelo popular “cafezinho”. Assim, é preciso conhecer a ação dessa substância no organismo humano e as dosagens às quais se pode submeter o praticante de atividades físicas sem comprometer sua saúde.

Acompanhe e descubra os efeitos da cafeína para atletas.

O que é a cafeína?

A cafeína é um composto químico classificado como alcaloide. Trata-se de substância encontrada em algumas plantas (café, chá, chá-mate, guaraná, cacau etc.), muito conhecida e utilizada pelo seu efeito estimulante. Nesse sentido, é a droga mais consumida em todo o mundo, principalmente por meio da ingestão de café e refrigerantes, entre outras bebidas.

Quando extraída das plantas em que é produzida, apresenta-se como um pó branco ou pequenos cristais em formato de agulhas à temperatura ambiente. É muito solúvel em água e não apresenta cheiro característico, mas sabor amargo.

Uma xícara média de café contém cerca de 100 mg de cafeína, enquanto uma latinha de energético oferece 80 mg da substância.

Como age no organismo?

É importante ressaltar, inicialmente, que a cafeína bloqueia a atividade natural de um componente químico do cérebro associado ao sono. Por essa razão, ela estende o estado de alerta.

Além disso, a cafeína, quando ingerida, provoca alguns efeitos no organismo e, dentre os principais, pode-se destacar:

  • atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta;
  • atua sobre o metabolismo basal;
  • aumenta os batimentos cardíacos;
  • aumenta a produção do suco gástrico (no estômago);
  • aumenta a mobilização de gordura durante atividade física;
  • provoca dilatação dos vasos sanguíneos periféricos.

Assim, no que diz respeito à cafeína para atletas, interessa a capacidade dessa substância de reduzir a fadiga, aumentar o ritmo cardíaco e, desse modo, o aporte de sangue para a musculatura em trabalho. Nas dosagens em torno de 3 mg por quilo de peso do atleta, a cafeína aumenta a sua performance, melhorando a resistência durante os treinos.

Após o seu consumo, toda a cafeína é praticamente absorvida pelos intestinos em cerca de 45 minutos. Depois de absorvida, espalha-se rapidamente por todo o corpo. Sua meia-vida no corpo varia entre 2 a 4 horas. Isso significa que, para manter os seus efeitos por período mais prolongado, deve-se fazer novas ingestões (um “cafezinho”, por exemplo) a cada 2 horas.

Quais os cuidados com a suplementação?

Primeiro, é importante saber que o consumo excessivo de cafeína pode produzir sintomas como:

  • agitação;
  • ansiedade;
  • irritabilidade;
  • cefaleia (dor de cabeça);
  • arritmia cardíaca.

Por esse motivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autoriza a suplementação de cafeína como alimento para atletas. Não se trata, portanto, de demanda para aqueles que treinam apenas terapeuticamente, por lazer ou por estética.

Esse cuidado na suplementação da cafeína tem sua razão de ser: ela é capaz de estimular a liberação de adrenalina em quantidades que colocam o organismo em perigo. Em especial, existe contraindicação de sua utilização por cardiopatas (pessoas com distúrbios no coração) e hipertensos (pessoas com pressão alta).

Dessa forma, a dose máxima indicada de cafeína para atletas não deve ultrapassar 300 mg por dia. Um consumo diário de 250 mg é considerado moderado para os atletas em geral. Se você fizer uso de suplementos com cafeína, fique atento à sua composição e observe bem os teores da substância existentes na formulação.

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